Advogados ligados à Comunidade Israelita do Porto alvos de investigação pela Ordem

Ordem solicitou uma investigação aos advogados que podem ter sido responsáveis pelos processos de nacionalidade portuguesa de descendentes sefarditas.

© Pedro Correia/Global Imagens


A Ordem dos Advogados Portugueses anunciou em comunicado, esta sexta-feira, uma nova investigação aos advogados que teriam sido recomendados pela Comunidade Israelita do Porto (CIP) para tratar dos processos de nacionalidade portuguesa de descendentes sefarditas.


De acordo com a nota, o bastonário da Ordem, Luís Menezes Leitão, solicita "de imediato aos competentes órgãos disciplinares da Ordem a urgente investigação e a atuação disciplinar às situações agora denunciadas". O bastonário admite ainda que podem estar em causa "práticas de angariação de clientes, em violação do disposto nos arts. 67.º n.º2, 90.º, n.º2, h) e 98.º, n.º 1 do Estatuto da Ordem dos Advogados".


Segundo o jornal Público, Mónica João Teixeira e Yolanda Busse, Oehen Mendes & Associados (YBOM&A) foram os dois escritórios de advogados indicados pela Comunidade Israelita do Porto para tratarem dos processos.


O jornal "Público" noticiou, esta sexta-feira, que os dois escritórios têm ou tiveram ligações com aquela comunidade, cujo rabino, Daniel Litvak, chegou a ser detido em março de 2022 (e depois libertado), no âmbito do inquérito à atribuição de nacionalidade portuguesa a descendentes de judeus sefarditas, incluindo o ex-dono do Chelsea Roman Abramovich.

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