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Turismo de massa é tema de encontro de prefeitos em Lisboa

April 6, 2019

Turistas em uma excursão na Praça do Comércio, em Lisboa Foto: Rafael Marchante / REUTERS​ 

 

 

De um lado, uma generosa fonte de receitas. Do outro, os problemas como gentrificação e encarecimento do custo de vida. O equilíbrio entre os prós e contras do turismo de massa foi o tema da discussão de autoridades de 15 cidades de todo o mundo, realizado na última sexta-feira, em Lisboa.

 

 

 

O primeiro Fórum de Prefeitos pelo Turismo Sustentável, organizado pela Organização Mundial do Turismo (OMT), reuniu representantes de municípios como São Paulo, Paris, Barcelona, Dubrovnik (Croácia), Seul, Moscou, Bruges (Bélgica), além da capital portuguesa. Todos assinaram a carta "Cidades para todos: construíndo cidades para cidadãos e viajantes", na qual se comprometem a priorizar as formas mais sustentáveis e inclusivas da atividade turistica, e zelar para que ela não cause impactos negativos na vida de seus habitantes.

 

Sede do encontro, Lisboa se tornou a primeira signatária do documento. O overturismo é, justamente, um dos grandes problemas atualmente a serem enfrentados na capital portuguesa. A alta do custo de vida e a especulação imobiliária, que converte habitações tradicionais em meios de hospedagem, têm forçado muitos moradores de bairros centrais, como Alfama e Chiado, a se mudarem para zonas mais afastadas e mesmo fora da cidade.

 

Principal autoridade da capital portuguesa presente no evento, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, concorda que o turismo não deve interferir dessa maneira na vida da população local. Ele afirma que o governo municipal está trabalhando em regulamentações para controlar o fenômeno, que afeta principalmente áreas históricas. Mas reconhece sua importância como atividade econômica, responsável por uma receita de 10 bilhões de euros por ano e 150 mil empregos diretos ou indiretos.

 

"Lisboa precisa ter uma economia forte e o turismo faz parte disso, mas também precisamos de qualidade de vida, serviços públicos adaptados a um número crescente de visitantes e precisamos de uma cidade onde haja acesso a direitos fundamentais, inclusive moradia. Não queremos perder a diversidade de nossos bairros históricos" - afirmou Medina à agência de notícias Reuters.

 

O overturismo e o turismo de massa têm sido pautas recorrentes em encontros como este. No último mês de janeiro, na Feira Internacional de Turismo de Madri (Fitur) , a maior do setor na Espanha, autoridades de destinos no país discutiram formas de amenizar a "turismofobia", a reação das populações locais aos problemas causados pela presença de visitantes. O turismo é uma das principais atividades econômicas da Espanha, que recebe, por ano, cerca de 80 milhões de turistas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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