Lola, o robot que vai ser assistente na Loja do Cidadão

As lojas do cidadão vão contar com uma nova assistente robotizada

| GUSTAVO BOM /GLOBAL IMAGENS

Luís de Matos é o convidado do governo para falar sobre a "magia" do Simplex, no dia em que são lançadas novas medidas para 2018.

As lojas do cidadão vão contar com uma nova assistente pessoal. A Lola, assim foi batizado o robot, que será testado na Loja do Porto, vai interagir com os cidadãos para os reencaminhar para o serviço que pretendem, sem que seja necessário a intervenção de um funcionário.

Esta é uma das oito novas medidas do Simplex 2018, que é anunciado esta quarta-feira pela ministra da Presidência e da Reforma Administrativa. "Parece magia mas é o Simplex!" é o lema desta fase do programa de desburocratização do Estado que começou em 2006. Luís de Matos, o mágico, foi convidado por Maria Manuel Leitão Marques "a falar em nome de todas as pessoas" que o construíram.

A nova fase do Simplex vai contemplar também uma central de marcações do Estado, que permitirá a marcação online de vários serviços públicos. Uma medida, que segundo o governo, vai permitir que o utente, num mesmo portal possa agendar as suas deslocações a diversos serviços do Estado. Seja para marcar a alterações ao cartão do cidadão, seja para marcar uma consulta.

O governo quer agora também criar a figura do "cartão para estrangeiros". Ou seja, associar ao processo de autorização de residência de estrangeiros a atribuição de números de identificação fiscal, de segurança social e de serviço nacional de saúde.

O Simplex nasceu em 2006, durante o governo de José Sócrates, para desburocratizar os serviços públicos. Em 11 anos, segundo o gabinete de Maria Manuel Leitão Marques, foram concretizadas 1200 medidas para simplificar a vida dos cidadãos e das empresas. "Com impactos na economia, na vida das pessoas e nas condições de trabalho dos funcionários da administração pública", refere o mesmo gabinete. O governo garante que com apenas 13 medidas do Simplex 2016 as empresas pouparam 600 milhões de euros em encargos administrativos.

Entre as medidas emblemáticas do programa contam-se a casa pronta online, o IRS automático o registo de nascimento na maternidade, o simulador de pensões, a renovação da carta de condução sem sair de casa, o casamento e as matrículas online.

Se agora é Luís de Matos quem ajudará a dar uma nova magia ao programa, já em 2016 o governo se esforçava por ser criativo na forma de apresentar as medidas. Foi neste ano que o primeiro-ministro entregou uma vaca voadora à ministra da Presidência e da Reforma Administrativa, para provar que não havia impossíveis.

Na altura, António Costa prometeu que em 2017 seria o ano de "papel zero" no Estado, ou seja, que todos os assuntos entre cidadãos e serviços públicos poderiam ser desmaterializados e tratados online.

"A modernização do Estado não é encerrar serviços", garantiu em 2016 António Costa, defendendo antes o investimento no digital e na capacidade de trabalhar em rede. Isto porque, enfatizou, a administração pública não é mais produtiva por "trabalhar mais horas ou ganhar menos dinheiro" e os funcionários públicos são os primeiros interessados em terem uma administração "mais qualificada, mais moderna, mais admirada, mais querida pelos cidadãos".

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